quinta-feira, 15 de junho de 2017

Justiça nega pedido e mantém presos acusados de desviar recursos da saúde no Maranhão

Aragão_(Medium)
 Antônio Aragão, presidente do PSDC e Idac
A juíza federal Claudia Schlichta Giusti, da 1ª Vara Criminal de São Luís, negou, na quarta (14), pedido feito pelos advogados do presidente e de um diretor do Idac (Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania) – respectivamente, Antônio Augusto Silva Aragão (presidente) e Mauro Serra dos Santos – para que fosse revogada a prisão preventiva de ambos.

Antônio Aragão e Mauro Serra, além de Valterleno Silva Reis (funcionário do Idac), Bruno Balby Monteiro (diretor financeiro) e Paulo Rogério (funcionário; motorista de Aragão), foram presos no âmbito da “Operação Sermão aos Peixes 4 – Rêmora”, deflagrada pela Polícia Federal no dia 2, contra desvios de recursos públicos federais na área da Saúde no Maranhão.

Os desvios das “organizações sociais de interesse público”, como o Idac, teriam ultrapassado a casa dos R$ 18 milhões, a partir de 2010 (governo Roseana Sarney) até a gestão atual (Flávio Dino).

Antônio Aragão – também presidente do partido nanico PSDC no Maranhão – alegou, para pedir a revogação de sua prisão, seu “estado de saúde debilitado”. Aragão está detido na Unidade Prisional de Ressocialização 4 (UPR 4), numa cela destinada a advogados – já que é registrado na OAB-MA. Ele teria problemas cardíacos.
A defesa de Mauro Serra alegou que a cela em que está preso (A-04, no Centro de Triagem) “está superlotada” e que isso atenta “contra sua dignidade”.

A superlotação da cela (Serra e mais 15 internos) foi confirmada pela direção do Centro de Triagem, mas mesmo assim a juíza Claudia Giusti não acatou a alegação da defesa de Mauro Serra de que ele teve “ofendida sua dignidade” por causa da superlotação.


Fonte: O INFORMANTE