Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) assumirão um papel ainda mais estratégico no novo modelo de financiamento da Atenção Primária em Saúde (APS), que entrará em vigor a partir de maio. As novas regras estabelecem critérios mais rigorosos para os repasses federais, exigindo a qualificação constante dos cadastros dos usuários e o acompanhamento mais próximo das famílias atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
ACS no Centro da Nova Política de Financiamento
Com a reformulação do modelo de financiamento da APS, os municípios precisarão aprimorar a gestão das informações de saúde da população. Nesse contexto, os ACS terão a responsabilidade de manter os cadastros atualizados e completos, garantindo que os dados sociodemográficos e socioeconômicos sejam registrados corretamente. Essa atualização é essencial para o planejamento eficiente dos serviços e para a liberação dos recursos.
Além disso, os agentes desempenharão um papel fundamental no aumento dos repasses, pois os novos critérios consideram o número de visitas domiciliares realizadas e a qualidade do acompanhamento das famílias. Isso representa uma valorização significativa da categoria, que é a linha de frente no atendimento comunitário e na prevenção de doenças.
Atenção Redobrada à População Vulnerável
O novo modelo também enfatiza a importância do acompanhamento contínuo das famílias em situação de vulnerabilidade. Para garantir os repasses, as Unidades de Saúde precisarão assegurar que cada cidadão tenha mais de um contato assistencial por ano, priorizando crianças de até cinco anos, idosos e beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Os ACS terão um papel decisivo nessa tarefa, pois são os profissionais que mantêm o vínculo direto com a população, garantindo que ninguém fique sem assistência. Com sua atuação, será possível ampliar a cobertura da APS, prevenindo doenças e promovendo mais qualidade de vida para as comunidades.
Municípios Devem se Preparar para as Novas Exigências
A implementação dessas mudanças exigirá maior integração entre as equipes de saúde, o uso eficiente dos sistemas de informação e um compromisso contínuo com a qualificação do atendimento. Os municípios que se adaptarem às novas exigências terão acesso a mais recursos, fortalecendo suas redes de Atenção Primária e garantindo melhores condições de trabalho para os ACS.
📌 Fonte: JASB – Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil